Yoga no Sistema Único de Saúde: considerações conceituais e bioéticas = Yoga in Brazil's Public Health System (SUS): Conceptual and Bioethical Considerations

Com a crescente presença do Yoga no Sistema Único de Saúde (SUS), torna-se importante uma análise crítica de sua adequada conceituação para além de sua classificação governamental, como Prática Integrativa e Complementar em Saúde (PICS).Essa necessidade decorreda diversidade de entendimentos e ap...

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Bibliographic Details
Subtitles:Yoga in Brazil's Public Health System (SUS): Conceptual and Bioethical Considerations
Authors: Pereira, Léo Fernandes (Author) ; Tesser, Charles Dalcanale (Author)
Format: Electronic Article
Language:Portuguese
Check availability: HBZ Gateway
Interlibrary Loan:Interlibrary Loan for the Fachinformationsdienste (Specialized Information Services in Germany)
Published: 2025
In: Numen
Year: 2025, Volume: 28, Issue: 3, Pages: 13-34
Further subjects:B Spirituality
B Bioethics
B Yoga
B Bioética
B Espiritualidade
Online Access: Volltext (kostenfrei)
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Description
Summary:Com a crescente presença do Yoga no Sistema Único de Saúde (SUS), torna-se importante uma análise crítica de sua adequada conceituação para além de sua classificação governamental, como Prática Integrativa e Complementar em Saúde (PICS).Essa necessidade decorreda diversidade de entendimentos e aplicações do Yoga neste contexto, que vão desde enquadramentos instrumentalizados (“atividade física”), sua vinculação como ‘recurso terapêutico’ da racionalidade médica Ayurvédica e “Yoga como uma medicina”, até propostas conceituais como “Prática Corporal Integrativa”. Este ensaio analisa criticamente essas definições, discutindo vantagens e desvantagens de seus usos no SUS. Para além dessas abordagens, explora-se o Yoga como uma ética de afirmação da autonomia. Conclui-se que tal ética, compreendida como um esforço universal para reduzir danos sistêmicos e fomentar uma postura anticolonial, capacita os indivíduos e coletividades a buscarem o bem-viver e a autonomia mesmo diante de estruturas sociais desiguais e alienantes.
With the growing presence of Yoga in the Unified Health System (SUS), a critical analysis of its appropriate conceptualization beyond its governmental classification as Integrative and Complementary Health Practice (PICS) has become important. This need arises from the diversity of understandings and applications of Yoga in this context, ranging from instrumentalized frameworks (‘physical activity’), its connection as a ‘therapeutic resource’ of Ayurvedic medical rationality and ‘Yoga as a medicine’, to conceptual proposals such as ‘Integrative Body Practice’. This essay critically analyzes these definitions, discussing advantages and disadvantages of its uses in the SUS. In addition to these approaches, Yoga is explored as an ethic of affirmation of autonomy. It is concluded that such an ethic, understood as a universal effort to reduce systemic harm and foster an anti-colonial stance, enables individuals and communities to seek well-being and autonomy even in the face of unequal and alienating social structures.
ISSN:2236-6296
Contains:Enthalten in: Numen
Persistent identifiers:DOI: 10.34019/2236-6296.2025.v28.49103