O ecumenismo e a lógica do mercado

Neste artigo, discute-se a transição entre duas perspectivas relacionadas à maneira como se articulou o tema da cooperação entre instituições eclesiásticas ou entre religiões, a saber, a perspectiva ecumênica no século XX e o diálogo inter-religioso no século XXI. Na segunda metade do século XX, a c...

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Bibliographische Detailangaben
1. VerfasserIn: Abumanssur, Edin Sued (Verfasst von)
Medienart: Elektronisch Aufsatz
Sprache:Portugiesisch
Verfügbarkeit prüfen: HBZ Gateway
Fernleihe:Fernleihe für die Fachinformationsdienste
Veröffentlicht: 2025
In: Revista de cultura teológica
Jahr: 2025, Band: 35, Heft: 110, Seiten: 94-114
weitere Schlagwörter:B Ecumenismo
B Ciência da Religião
B Diálogo Inter-religioso
B Pluralismo Religioso
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Beschreibung
Zusammenfassung:Neste artigo, discute-se a transição entre duas perspectivas relacionadas à maneira como se articulou o tema da cooperação entre instituições eclesiásticas ou entre religiões, a saber, a perspectiva ecumênica no século XX e o diálogo inter-religioso no século XXI. Na segunda metade do século XX, a causa ecumênica foi no Brasil e na América Latina, um movimento associado às lutas populares de libertação. Esteve comprometida com os processos revolucionários, a busca por autonomia política e econômica das nações e, finalmente com os movimentos pró democratização da região. Em um mundo polarizado ideologicamente entre o Oriente e o Ocidente, o ecumenismo se constituiu em uma bandeira identitária que via a unidade dos povos como necessária para os processos de libertação. O século XXI traz outra perspectiva: o foco já não é mais a unidade entre as igrejas, mas o diálogo entre as religiões. O diálogo emerge no contexto das conquistas democráticas e, com a queda do Muro de Berlin, na superação do mundo polarizado entre o Oriente e o Ocidente. O objetivo dessa análise, e sua razão de ser, é entender as alterações no cenário macropolítico e econômico e como isso impactou e tornou obsoleta a maneira como o ecumenismo era proposto há sessenta anos e como ele acabou suplantado pelas reflexões sobre o diálogo inter-religioso. A crítica dos documentos e da produção intelectual do movimento ecumênico daquele tempo e a confrontação com o que se pensa hoje sobre as relações entre as igrejas, permite-nos traçar o perfil transacional entre as duas perspectivas. Produções êmicas do campo religioso daquele tempo foram confrontadas com as do tempo atual. Sociólogos cuja perspectiva analítica adotam a linguagem e as categorias econômicas, como Peter Berger e Pierre Bourdieu permitem uma análise consequente sobre essa transição. Enquanto o ecumenismo se fundamentava em uma perspectiva política no contexto da Guerra Fria, o diálogo inter-religioso se vê como um imperativo ético para as igrejas em um contexto de pluralismo no qual cada religião se comporta como um agente econômico (BOURDIEU, P., 1982, p 57) em concorrência pelos fiéis.
ISSN:2317-4307
Enthält:Enthalten in: Revista de cultura teológica
Persistent identifiers:DOI: 10.23925/rct.i110.68550