RT Article T1 A mística como crítica nas narrativas de mulheres medievais JF Revista de cultura teológica VO 23 IS 86 SP 85 OP 107 A1 Mariani, Ceci Maria Costa Baptista A2 Amaral, Maria José Caldeira do LA Portuguese YR 2015 UL https://ixtheo.de/Record/1571925171 AB O místico afirma a presença de Deus pela experiência que o alcança a partir de um processo de negação que possibilita a ele se libertar de todas as afirmações que pretendem enquadrar a Deus. Os textos místicos vão se constituir por narrativas de processos, caminhos, itinerários onde se fala do trabalho humano de busca desse Deus absolutamente transcendente que vindo a eles num encontro surpreendente, se revela muito maior do que seu pensamento é capaz de pensar e do que sua vontade é capaz de querer. Essa dialética que é fundamentalmente crítica - vai demonstrar a grande tradição mística que se desenvolve ao longo da história do cristianismo - faz ver o limite da condição humana e a impossibilidade que ela tem de abarcar o mistério inconcebível e “indisponível” que é Deus. Chama a atenção para a importância da humildade, virtude que é percebida como garantia de nobreza. Faz perceber que sem o reconhecimento da própria miséria não se abre espaço para a penetração de Deus. Essa crítica leva a uma grande liberdade e uma disposição livre ao amor. Entre os melhores testemunhos dessa vivência mística estão as narrativas de mulheres medievais, relatos apaixonados desse processo crítico de ascese para o encontro direto com Deus.Essa comunicação é um estudo, realizado através de metodologia bibliográfica e exploratória, sobre a potencialidade crítica da mística a partir das narrativas de mulheres medievais: Marguerite Porete e Mechthild de Magdeburg. Essas mulheres fazem parte do agrupamento espiritual das Beguinas. Movimento que se desenvolveu como alternativa de vida religiosa leiga na Renânia e Países Baixos. Marguerite Porete, mística e teóloga medieval, viveu entre a segunda metade do século XIII e início do século XIV. Procedente do Condado de Hainaut, cidade Valenciennes, região do Reno. A grande herança deixada por Marguerite Porete foi um livro, Le miroir de âmes simples e anéanties. Mechthild de Magdeburg, mística alemã, da Baixa Saxonia, nascida em 1210, entra na Beguinagem de Magdeburg em 1230. Desde criança é favorecida por revelações divinas e entre os anos 1250 e 1264, a conselho de seu diretor espiritual, escreve suas revelações, a obra que chega até nós com o seguinte título: Das fliebende Licht der Gottheit. K1 critic K1 Crítica K1 Marguerite Porete K1 Mechthild de Magdeburg K1 Medieval Mysticism K1 Mística medieval K1 Mulher K1 Women DO 10.19176/rct.v0i86.26041